terça-feira, 3 de março de 2026

O CONTISTA DALTON TREVISAN: O VAMPIRO DE CURITIBA



Talvez em função de eu ter acessado tardiamente o hábito de ler literatura de ficção, tardio por eu ter sido criado em internatos públicos da FEBEM sem acesso a uma biblioteca, sempre busquei dar prioridade às obras clássicas, àquelas recorrentemente citadas pelos meus intelectuais favoritos, os quais fui selecionando durante minha lenta trajetória de leitor, visando sempre preencher essa lacuna literária na minha formação humanística.

Assim, depois de iniciar minhas leituras lá com os romances do Vitor Hugo, Eça de Queiroz, Jorge Amado e Machado de Assis; fui avançando para Guimarães Rosa, Hermann Hesse, Kafka, Garcia Márquez e Saramago. Ao mesmo tempo fui lendo a literatura poética de Shakespeare, Dante, Camões, Fernando Pessoa, Neruda e Drummond. Depois migrei para a leitura dos gregos, desde Homero às tragédias gregas e aos filósofos sempre citados , Platão e Aristóteles, até os filósofos pré-modernos como Hegel e Nietzsche.

Somente agora, em torno dos meus setenta anos de idade, após conseguir finalmente ler os clássicos russos, Dostoiévski e Tolstói, bem como ler Ulisses de James Joyce, é que me dei por satisfeito com a minha ainda precária cultura adquirida sobre os clássicos canônicos da literatura universal.  Pelo menos ninguém mais me impressiona com suas citações pseudo eruditas.

Mas também somente agora percebi a enorme lacuna que ficou na minha formação sobre a literatura contemporânea do meu tempo. Isso por que sempre fui muito seletivo e nunca quis correr o risco de desperdiçar o meu pouco tempo disponível dedicado à leitura em obras possivelmente efêmeras. Sempre preferi investir o meu tempo de leitura nas obras já consagradas como fundamentais na história da literatura mundial.

Antes tarde do que nunca, mas a partir de agora decidi que dedicarei o meu tempo de leitura aos escritores do meu tempo, de preferência ainda vivos. Começarei pelos autores de contos: mas quem são os melhores contistas brasileiros atuais? Quem devo ler primeiro? Perguntei ao Google e o oráculo me respondeu: Dalton Trevisan!

Esse autor eu conhecia apenas de nome e o confundia equivocadamente como sendo ele o escritor Lauro Trevisan, best-seller de literatura de neurolinguística e autoajuda. Mas quando pesquisei agora eu me surpreendi com o currículo de Dalton Trevisan, consagrado  como sendo um lendário autor de contos, que já está com 99 anos de idade, e que já conquistou, entre outros prêmios, várias vezes o Prêmio Jabuti (nacional) e até um Prêmio Camões (Portugal-Brasil), o mesmo que o Chico Buarque ganhou em 2023.

 Perfeito, fui na praça da 70° Feira do Livro de Porto Alegre, resgatada da enchente, e comprei o livro Antologia Pessoal de Dalton Trevisan, com uma seleção que ele fez pessoalmente de 94 contos. Imagino que possivelmente seja a sua antologia definitiva às vésperas do seu centenário de vida.

Depois disso, casualmente ou por obra do destino para me estimular a escrever esta crônica, encontrei na revista piauí n° 213 de junho de 2024 a matéria intitulada: O VAMPIRO NO PARTAMENTO, justamente sobre Dalton Trevisan. A reportagem de Leonardo Fuhrmann narra que Dalton Trevisan lançou seu primeiro livro de contos em 1943, antes de eu nascer, e morou por 68 anos numa casa simples após o seu casamento em 1953.

A casa, com aparência de abandono, com janelas para a calçada sempre fechadas, ajudou a reforçar a imagem de Trevisan como o Vampiro de Curitiba, que é o título de um livro seu. Isso por que ele vive recluso e não recebe visitas, não dá entrevistas e nem sequer comparece para receber suas premiações literárias. Não saiu de sua reclusão nem mesmo para receber o Prêmio Camões em 2012, o mais importante da língua portuguesa, quando estava com 87 anos.

Segundo sua amiga e secretária pessoal, Faversani, atualmente o autor não tem escrito novos contos. Ele retrabalha lapidando suas histórias antigas, reunidas em mais de cinquenta livros,  e organiza o seu acervo, bem como participa de edições de coletâneas de contos.

Dalton Trevisan atuou como repórter de polícia na juventude. Algumas crônicas de suas reportagens policiais foram retrabalhadas em contos mais tarde.

Desde o início de sua carreira Trevisan publicou “Cadernos”, espécie de fanzines em formato de bolso, contendo mais de um conto, para divulgar seus escritos, os distribuindo gratuitamente. Mesmo após atingir sua notoriedade, ele sempre continuou lançando seus “Cadernos de Contos”, em média produz seis fanzines desses por ano, com uma tiragem de cerca de trezentos exemplares e faz a distribuição gratuita para bibliotecas, bares, cafés e amigos.

A última coletânea de contos inéditos que Trevisan publicou foi em 2014. Certa vez, solicitado para que enviasse um conto inédito para um livro de coletânea, o escritor respondeu que não podia atender ao pedido, apesar de achar a ideia de fazer um conto novo tentadora. Disse que não podia por que “com essa carcaça esbodegada, tudo o que escrevo é com dificuldade, o raciocínio lento, a mão pesada”. 

Diante de um pedido para dar uma entrevista para a publicação do seu livro, Trevisan respondeu para o editor: “Pode dispor dos meus continhos, mas a entrevista não pode ser. Não tenho nada a dizer fora dos meus livros, sou tímido. Escrever meus continhos, sim; falar, gravar, posar, nunca e não¨.

Desde quando era casado, e mesmo depois de viúvo quando passou a viver sozinho, Trevisan sempre escreveu numa edícula que mandou construir no fundo do grande quintal da casa, que ele chamava de “cabana”, cercada de árvores plantadas por ele mesmo, para garantir um refúgio e a privacidade do escritor ermitão.

A mulher de Trevisan, Yole Maria, morreu em 1998, no mesmo ano que morreu sua filha Isabel. Sua outra filha, Rosane, faleceu em 2023. Dalton Trevisan, o Vampiro de Curitiba, tem duas netas, ambas filhas de Isabel.

Nos últimos anos que o Trevisan morou na casa, além da deterioração do prédio que se acelerou, passou  a sofrer invasões do seu quintal por usuários de drogas. Em 2021 decidiu se mudar para um apartamento no Centro de Curitiba. O imóvel foi vendido para uma corporação que aceitou a condição legal de manter a casa refúgio do Vampiro de pé. Porém, a cabana edícula foi demolida antes da venda em 2022 pelo próprio escritor, por estar infestada de cupim. No local vão construir um prédio de dez andares de apartamentos e a casa será restaurada, como um presente dos compradores para Curitiba usufruir de algum modo em homenagem ao famoso escritor curitibano de contos.

Ao contrário dos vampiros da ficção, Dalton Trevisan acha que sua eternidade não depende de haver um castelo imemorial e é prematura qualquer homenagem em vida. Se fosse só por ele, a casa poderia ser demolida.

A capital paranaense de fato é parte indissolúvel da obra de Trevisan, é também um de seus alvos preferenciais. Segundo Galindo, um curitibano tradutor de Ulysses de James Joyce, as críticas do autor não são à cidade em si, mas por sua representação de estilo europeu como um produto de marketing. O tradutor compara a relação do escritor irlandês com Dublin à de Trevisan com Curitiba, pois o escritor curitibano foi um leitor devoto de Joyce e entendeu o jogo do irlandês e, sem imitar, fez o seu jogo com a cidade. Para ele ambos têm uma relação de amor e ódio com suas respectivas cidades, mas que ao mesmo tempo representam toda a obra deles. Avalia que a resistência de Trevisan à imagem atual da cidade de Curitiba não deriva do saudosismo. É por haver uma imagem artificial da cidade e vai doer na alma dele se a sua casa for incorporada a esta imagem falsa para turista ver, o que pode ser um golpe duro e uma traição à cruzada de uma vida inteira do Vampiro de Curitiba.

No seu conto Em Busca da Curitiba Perdida, o escritor diz que viaja mais na Curitiba da periferia operária, onde viaja com amor, do que na da Academia Paranaense de Letras, na Curitiba para inglês ver, sem pinheiro ou céu azul.

                                                                                                                                         11/11/2024

                                                                                                                                       Celso Afonso Lima


1 - Obituário: Dalton Trevisan faleceu em 09/12/2024, menos de um mês após eu escrever essa crônica sobre a minha descoberta do fabuloso escritor contista vivo. Morreu com 99 anos, às vésperas de completar o seu centenário de vida. O Vampiro de Curitiba seguirá nos assombrando por muito tempo como uma inspiração literária.

2 – Espólio: Em uma nova matéria da revista Piauí, de novembro de 2025, fiquei sabendo que as duas únicas netas e herdeiras do Dalton Trevisan, Katiuscia e Natascha, moveram uma ação judicial contra a secretária do falecido escritor. As netas estão questionando no espólio os dois planos de previdência privada milionários que o Dalton deixou tendo como beneficiária a sua jovem auxiliar que o assessorou nos últimos anos de vida. A secretária Fabiana Faversani herdou também  o controle sobre o catálogo das obras publicadas do autor, com a missão de manter seus mais de 60 livros em circulação e chegando nas pessoas após a sua morte. As netas questionam se Dalton Trevisan estava em pleno domínio das suas faculdades mentais em 2024 quando fez os aportes financeiros milionários nos planos de previdência privada, poucos meses antes do seu falecimento. O espólio do Vampiro de Curitiba se tornou mais um de seus famosos contos daltonianos, considerado o maior contista da língua portuguesa.

                                                                                                                                     03/03/2026

                                                                                                                                  Celso Afonso Lima

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A QUEDA DO CÉU YANOMAMI




 TRAILER  A QUEDA DO CÉU


RESENHA DO FILME A QUEDA DO CÉU  ( YANOMAMI)

O filme documentário “A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami”, é baseado no livro organizado por um antropólogo francês a partir das falas do xamã yanomami Davi Kopenawa, a maior liderança mundial indígena em defesa da floresta amazônica.

A queda do céu é uma previsão da cosmologia mitológica da cultura da nação yanomami que descreve o recomeço do mundo há milênios atrás, após uma Queda do Céu de uma Era anterior em que o céu foi tecido novamente pelos espíritos protetores dos nativos da floresta. Descreve que agora A Queda do Céu, em consequência da destruição das florestas e poluição dos rios pelos madeireiros e garimpeiros ilegais, poderá ser definitiva com a morte não só dos povos originários como também do povo branco invasor e destruidor das florestas.

O documentário, lançado inicialmente na Europa, é um desesperado grito mundial de pedido de socorro feito por Davi Kopenawa durante o governo da extrema-direita bolsonarista que estimulava e protegia as legiões de invasores madeireiros e de garimpeiros de ouro contaminadores dos rios por mercúrio na Amazônia.

O mito da Queda do Céu eu compreendo como o rompimento da camada de gases atmosfera que envolve a Terra, a partir dos buracos na camada de ozônio na estratosfera causados pela poluição e com o aquecimento global,  com o derretimento das calotas polares pelo efeito estufa devido ao uso de combustíveis fósseis e pelo desmatamento das florestas em pé que capturam esses gases.

Portanto, a cosmologia da Queda do Céu Yanomami interpreto como sendo um mito que representa a queda das camadas de gases da atmosfera que possibilitam a vida pelo ar respirável que proporcionam em torno do planeta Terra. Camadas estratosféricas que nos protegem de radiações solares e que, por reflexos da luz solar, formam a visão que temos de um lindo céu azul suspenso que está por cair sobre nossas cabeças. Para além desse céu azul é o vácuo escuro e frio do espaço sideral dos planetas e das estrelas.

A Queda do Céu, ou O Fim do Mundo, está sendo anunciado não só pelo povo originário Yanomami, mas também pela comunidade científica atômica mundial através do também mitológico Relógio do Juízo Final, o qual em 2026 foi atualizado como faltando pouco mais de 1 minuto para a meia-noite do Apocalipse fatal. O tempo urge como nunca antes, mas em vão, pois os países poderosos não abrem mão de explorarem a natureza para lucrarem até o último tostão.

                                                                                                                19/02/2026

                                                                                                            Celso Afonso Lima


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 


HAMLET, O PRÍNCIPE DA DINAMARCA - William Shakespeare

(Resenha)

A propósito do filme que assisti, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, o longo e monótono filme com oito indicações ao Oscar, avalio que a melhor parte foi a encenação final num teatro medieval da peça que o personagem William Shakespeare escreveu e atua como ator. Essa peça é a famosa tragédia HAMLET, que teria sido inspirada na sua tragédia pessoal, após a morte narrada no filme do seu filho Hamnet. Depois de assistir ao filme fiquei mobilizado para reler mais uma vez a peça Hamlet de Shakespeare, livro que tenho na minha biblioteca pessoal. Fazer uma resenha dos livros clássicos lidos por mim é um exercício literário que gosto muito de fazer. Eis a minha resenha:

 A peça inicia com o príncipe Hamlet melancólico pela morte repentina do seu pai, o Rei Hamlet, e também porque, em menos de dois meses depois do seu falecimento, a rainha sua mãe casou-se com o irmão do rei morto: “Há algo de podre no Reino da Dinamarca!”.

A trama da tragédia se desenrola a partir do aparecimento do Fantasma do Rei Hamlet, pai do príncipe Hamlet, para informar ao filho que a sua morte não foi por uma picada de serpente, como a versão mentirosa adotada pela corte, pois a verdadeira serpente foi o irmão do rei que colocou veneno em seu ouvido enquanto ele estava dormindo: “Assim, dormindo, pela mão de um irmão, perdi ao mesmo tempo a coroa, a rainha e a vida.”

Então o príncipe Hamlet comenta: Há mais coisas no céu e na terra do que sonha a filosofia. Depois desta revelação do Fantasma do Rei de sua morte ter por assassinato, o príncipe Hamlet assume um comportamento alucinado blasfemando contra tudo e todos. Ser ou não ser – eis a questão. Pegar em armas contra o mar de angústias ou morrer, dormir. O obstáculo são os sonhos que hão de vir no sono da morte. Quem aguentaria fardos numa vida servil senão pelo terror de alguma coisa após a morte?

O Rei e a Rainha tentam entender por que Hamlet se acometeu desse estado de loucura, e desconfiam que seja por estar apaixonado por Ofélia, cujo pai Polônio proibiu o namoro dela com o príncipe, por achar que ele apenas queria abusar da ingenuidade e pureza da filha. O novo Rei e a Rainha passam a espionar Hamlet em seus longos monólogos delirantes. Em um encontro do príncipe com a rainha sua mãe, ela havia instruído o serviçal Polônio, seu conselheiro, a ficar atrás da cortina escutando a conversa para auxiliar no entendimento da razão da loucura de Hamlet.  Porém o príncipe percebeu que havia alguém atrás da cortina: O que isso? Um rato? Num lance com o florete dá uma estocada através da cortina e mata Polônio, o pai da Ofélia.  Hamlet comenta: Eu não estou louco de verdade, estou louco somente por astúcia.

Ofélia também passou a delirar enlouquecida depois da morte do seu pai, cuja causa não foi esclarecida pela corte. Laertes, o irmão de Ofélia, voltou do exterior com a notícia da morte do pai. Uma desgraça marcha no calcanhar de outra: Ofélia morreu afogada no riacho. Laertes comenta ao saber da que sua irmã morreu afogada: Já tens água demais, pobre Ofélia. Por isso contenho minhas lágrimas.  O Rei e a Rainha informam Laertes que foi Hamlet quem matou o pai dele e de Ofélia, que o príncipe  é o causador da desgraça de sua irmã. E orientam Laertes, que é um exímio espadachim, para que realize seu desejo de vingança lutando com Hamlet nas regras da esgrima, porém colocando veneno na ponta de seu florete para que o mínimo toque mate seu adversário. E por via das dúvidas, o Rei colocará veneno numa taça de vinho comemorativo para oferecer a Hamlet quando ele estocar Laertes.

No entendimento popular a morte de Ofélia foi por suicídio, mas a corte adotou a versão de que foi por ela ter caído do alto do galho de um salgueiro à beira do riacho. Assim ela pode ser enterrada numa sepultura cristã.

Numa cena em que os coveiros estão cavando a cova para Ofélia, um deles encontra um crânio que o coveiro identifica como o do Bobo do Rei. Hamlet pega o crânio e conversa com ele: Olá, eu o conheci, mil vezes me carregou nas costas!   Onde andam agora tuas piadas, tuas cambalhotas e teus lampejos de alegria que provocavam gargalhadas?  E agora fede assim!

Nisso chega no cemitério o Rei, a Rainha e Laertes com o corpo de Ofélia acompanhados com padres e procissão.  Só então Hamlet fica sabendo que a pura Ofélia morreu, ele salta dentro da sepultura e pede para enterrarem os dois juntos, o vivo e a morta.   Laertes fica indignado e começa a lutar com Hamlet. Durante a luta o príncipe revela que amava Ofélia. No meio da luta o Rei oferece um brinde com a taça envenenada para Hamlet, mas ele não aceita e prefere continuar lutando. Nisso a Rainha sua mãe bebe da taça envenenada e  oferece ao seu filho  que outra vez rejeita. Laertes fere Hamlet com seu florete com veneno, na violência deste golpe as espadas saltam no chão e são trocadas e Hamlet fere Laertes também com o florete envenenado. A Rainha morre, e Laertes cai e avisa que ambos vão morrer, pois Hamlet também foi estocado pela mesma arma que ele. Então Laertes percebeu a trama e acusa o Rei como sendo o culpado por tudo. Hamlet então fere o Rei com a arma envenenada, dizendo: Toma Rei maldito, assassino, segue minha mãe. O Rei morre.

Laertes parabeniza Hamlet dizendo que o Rei teve o que merecia, e que trocava o perdão do príncipe pelo seu perdão: “Que a morte de meu pai não pese em ti, nem a tua morte pese em mim!   Laertes morre.

Hamlet se despede assim em sua derradeira fala: O Céu te absolva! Vai, eu te sigo. Estou morto, mas você Horácio que vive explique a minha causa fielmente àqueles que duvidem, para que as coisas não fiquem assim ignoradas. O resto é silêncio. Hamlet morre.

No fim morreram todos os personagens protagonistas da tragédia de Shakespeare, numa guerra de todos contra todos, restando apenas um personagem secundário da peça com esta missão de contar para a prosperidade a história de Hamlet, o príncipe da Dinamarca.

A propósito da prosperidade, na virada de 2025 para 2026 houve uma polêmica que viralizou nas redes sociais no Brasil, acumulando milhões de visualizações, com a música “The Fate of Ophelia” da Taylor Swift. Surgiu uma versão da música em português, criada por inteligência artificial, com o título “Sina de Ofélia”, que utilizou sem autorização as vozes clonadas dos cantores brasileiros Dilsinho e Luisa Sonza. A música com o tema da tragédia de Ofélia de Shakespeare entrou no Top 50 do Spotify no Brasil antes de ser derrubada´.

Em Hamlet a Dinamarca está ameaçada de ser invadida pela Noruega que quer retomar parte de seu território e, no final, após a morte de toda a família real dinamarquesa, o Príncipe Fortinbrás da Noruega assume o trono da Dinamarca sem resistências. Atualmente o Trump ameaça invadir a Groelândia para os EUA se apropriar deste território da Dinamarca. Encontrará Trump maiores resistências dinamarquesas do que Fortinbrás?  

                                                                                                             04/02/2026 – Celso Afonso Lima